quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Método e métodos

Hoje aclarei o que entendo por Método Científico.
A Ciência tem unidade de método, e não devemos confundir isto com os métodos, metodologias ou técnicas de investigação científica. Podemos falar, também, de Método Geral da Ciência e de métodos específicos; ou de uma estratégia da ciência e diversas táticas.
O método da ciência é um modo de tratar problemas intelectuais. A natureza do objeto de estudo concreto ditará possíveis métodos de análises, possíveis ferramentas. Quantas mais ferramentas conheçamos melhor poderemos tratar determinado problema, e mais tipos de problemas poderemos tratar.

O método atual da ciência é o Método Hipotético Dedutivo: insiro nele estão os métodos Dedutivo e Indutivo. Neste mapa conceitual se explica como se desenvolve uma pesquisa na realidade.

Na prática o pesquisador não avança de maneira contínua, com freqüência deve voltar sobre seus passos para fazer correções. Quanta mais experiência tenhamos como pesquisadores mais verdadeiro será nosso desempenho, menos decisões erradas tomaremos e menos teremos do que retroceder.
Por outra parte a ciência transita por estes passos que são consecutivos. Para passar de nível antes se teve que acumular muito conhecimento no nível anterior. Isto não significa que não se siga fazendo trabalho em todos os níveis em todas as ciências.

A ciência é um saber acumulativo que pode ser falsado, por qualquer e em qualquer momento, utilizando seu método. A ciência deve ser humilde a curto prazo. Devemos enfrentar problemas que estejam a nosso alcance. Mas podemos fazer ciência em qualquer desses níveis: desde a descrição até a predição da realidade social mediante teorias. Mas por agora parece que as Ciências Sociais devem fazer sobretudo o trabalho de descrever seu mutante objeto de estudo.
Em outro post a 2ª parte da aula (Clasificação)

Fontes:

Método real da pesquisa
Progresso da Ciência
Ciclo da investigação científica
Método hipotético dedutivo

20 comentários:

Ricardo Silveira disse...

Prof. Alberto e colegas,

Acredito que nessa aula pude perceber com maior clareza o caminho que vamos seguir ou estou seguindo, tanto na disciplina como na pesquisa. Sabemos, então, que o percurso do pesquisador pode ser constantemente reavaliado, pelo menos até o momento em que temos que encerrar a investigação em questão; novas reavaliações deverão ser foco de interesse de futuras pesquisas. As várias etapas, desde a proposição do problema até a conclusão foram demonstradas de forma esquemática, o que facilitou, para mim, a visualização de tal processo. Numa outra representação, os nove níveis apresentados podem auxiliar para que não nos percamos no emaranhado de atitudes a serem tomadas, muitas delas por vezes de forma simultânea. Tentar estabelecer uma ordem - por mais difícil que possa parecer quando só enxergamos o caos a nossa frente - é buscar planejamento na pesquisa, indispensável para que não haja uma desorientação. Assim, os dados e interpretações lógicas poderão ocupar um lugar que, em alguns casos, pode dar lugar a simples opinião.
Abraço em todos. Ricardo Silveira

Claudio disse...

Para os pesquisadores iniciantes, uma das maiores dificuldades é fazer a ponte entre as coisas e os fatos da realidade e a ciência. A dúvida inicial é quando se começa a ser científico. Por isso, os esquemas apresentados em aula são bastante esclarecedores.
O mapa conceitual, que traduz o método hipotético-dedutivo, traz algumas preocupações. A conscientização, delimitação e significação do problema são etapas importantes, mas difíceis. A transposição de um problema da realidade para um problema de pesquisa é um desafio - ainda mais para nós, jornalistas, acostumados a abordar problemas reais pelo viés jornalístico, e não científico. Achei válida a abordagem, feita em sala de aula, de que normalmente não se revelam os fracassos da pesquisa, apenas os sucessos e que se pode aprender muito com os erros (seus e dos outros). E o ideal é que erros e acertos de uma pesquisa dêem frutos como iniciadores de outras pesquisas.
No outro esquema, à primeira vista, a mudança de níveis que me parece mais difícil é do quinto para o sexto, ou seja: converter as relações entre os fatos e as coisas em leis que as descrevam e depois, agrupar estas leis em teorias.
Dois "mapas" importantes para nossa reflexão, mesmo sabendo que não são manuais ortodoxos de como fazer pesquisas.
A abordagem sobre classificação também foi útil, principalmente a discussão do que é válido ou não na hora de classificar e a constatação (que parece óbvia, mas não é) de que a classificação deve combinar com a realidade, com a exequibilidade na coleta de dados.

Silvana disse...

Uma das coisas que mais me chamou a atenção na aula, além da própria apresentação do Mapa Conceitual que pode nos ajudar bastante na organização do processo de pesquisa, foi o que o professor disse sobre a necessidade de não sermos ambiciosos demais e recortarmos bem nossos respectivos objetos já que, no Brasil, a pesquisa em equipe ainda está pouco difundida. É uma pena, pois eu preferiria trabalhar assim, pois aprendemos muito mais e, acredito, os resultados das pesquisas resultam mais aprofundados. Gostei muito do nosso exercício de escolha de variáveis, serviu para nos mostrar que elas devem ser selecionadas com muito cuidado, sempre tendo em mente a realidade pesquisada, o recorte do objeto e a real possibilidade de se trabalhar com elas.

Silvana disse...

O Cláudio comentou sobre o viés jornalístico e o viés científico...isso me fez lembrar a dificuldade que tive de redigir a dissertação de mestrado devido a uma linguagem excessivamente jornalística. Além da diferença de viés, ainda há a questão do uso de uma linguagem diferente a que a maioria de nós estamos acostumados a usar no cotidiano profissional...A sorte é que tive uma orientadora muito paciente que me dava dicas de como lidar com isso e, além do mais, comecei um exercício intenso de observar como era escrito o texto em várias dissertações. Foi um duplo trabalho: a pesquisa em si e a pesquisa de uma linguagem mais adequada para a pesquisa.

Joyce disse...

Caro professor e colegas,

O que mais tem me impressionado nas aulas é o conceito de que para fazermos ciência necessitamos de um problema. Mesmo que para muitos esse conceito possa parecer óbvio, no meu caso é totalmente inovador. Embora tenha perdido uma parte do início da última aula, observando em casa o primeiro mapa apresentado em sala consegui perceber a importância da conscientização do problema como passo inicial para a formulação de uma pesquisa que pode resultar em uma hipótese e quiçá uma teoria. Criar perguntas, formular problemas, identificar e classificar fatos e coisas da realidade são tarefas que realizamos de modo instintivo, porém, conseguir sistematizar essa forma de pensar e transpor o resultado disso em uma linguagem diferente da jornalística é, como comentou o Cláudio, um desafio.

Iara disse...

A reflexão metodológica que faço desde o semestre passado está jogando um pouco de luz na pesquisa que me propus a realizar, cujo problema ainda está muito obscuro. Os cronogramas apresentados na aula (Mapa Conceitual e Método Hipotético-Dedutivo) possibilitaram que eu vislumbrasse um caminho a ser percorrido durante o processo de pesquisa. De todo o processo, considero muito difícil a conscientização de um problema – a terceira etapa do mapa conceitual. Então percebo que o “fluxograma” pragmático, apesar de ser um esquema valioso, não precisa ser seguido na ordem apresentada. A minha experiência em tentar elaborar um problema de pesquisa científico tem sido enriquecedora no sentido de perceber a diferença entre a mera pesquisa de dados e o que realmente é um estudo útil, importante e que acrescente algo novo à Ciência. Neste sentido, muitos dos exemplos dados em aula me pareceram estar mais no campo de pesquisa de dados – ou também chamada de mercado – do que no da Ciência. Talvez, professor, esse fosse o seu objetivo, uma vez que você sugere que a caminhada se inicie pela coleta de dados. O meu medo é que se perca muito tempo recolhendo dados que se mostrarão inúteis à pesquisa, ainda mais dentro de um curso de Mestrado, que deve ser concluído em dois anos. Mesmo quando já se coleta dados como processo de busca de respostas a um problema definido, ainda assim, é claro que parte dos dados recolhidos poderá ser descartado, o que não significa demérito para o pesquisador.
Em relação ao cronograma do método dedutivo-hipotético, fiquei com dúvidas quanto a alguns pontos. Primeiramente, o ato de classificar fatos e coisas (terceiro nível) é colocado em quatro momentos que vai desde a dicotomia à medição, numa classificação do mais simples ao mais complexo. Não compreendi bem por que essa última etapa se sugere a medição (mensuração?). É o mesmo que análise das categorias ou trata-se de trabalhar quantitativamente as categorias? Já no sexto nível, é sugerida a conversão em leis das relações entre os fatos e as coisas (do quinto nível). Uma vez que à idéia de “lei” associa-se um significado de fixidez e rigidez, incompatíveis com o campo da comunicação, sempre mutável, não seria melhor falar em “tendências”, como sugere alguns autores? Outras reflexões ainda povoam minha mente, mas, por ora, compartilho essas. Um abraço!

Pollyana disse...

Caros colegas,
No último encontro lembrei de algumas das discussões iniciadas no semestre passado, por exemplo, o fato de a ciência ser formada por idéias e não por fatos, onde as idéias surgem a partir da ação do pesquisador, que passa a captar a realidade por meio do método científico, e a observação se torna a criadora do problema e este um recorte do objeto.O Mapa conceitual apresentando mostrou que dentro da pesquisa são necessárias idas e vindas, ou seja,rever o processo de construção.O mesmo mapa também ajudou a elucidar as etapas para a estruturação de uma pesquisa.

Gioconda Bretas disse...

Professor Alberto e colegas,
realizei alguns exercícios com meu “problema” e objeto de pesquisa, a partir do mapa conceitual, e gostaria de compartilhar com vocês algumas inquietações:
- quais são os limites da quantificação das observações nas ciências humanas?
- como podemos mensurar inclinações, percepções, preferências e visões de mundo?
- como podemos “tratar” nossos objetos de estudo que pensam, falam, agem e reagem?
- só é possível fazer ciência, no campo social, mensurando?
Além destas inquietações, a discussão sobre os movimentos internos da pesquisa me despertou para a possibilidade de que uma pesquisa inicial e exploratória dos dados possa me auxiliar na própria construção do problema de pesquisa.
Abraços,
Gioconda

Silvia Belmino disse...

Prof.Alberto,

A ultima aula foi esclarecedora em termo de procedimento de pesquisa. Achei bastante v�lido o esquema ou mapa conceitual apresentado pelo professor. Entretanto, n�o consegui estabelecer ainda ao meu problema de pesquisa as caracteristicas ou categoria que possam estabelecer um parametro de mensura�o. Possivelmente com uma pesquisa maior explorat�ria, onde eu fa�a um levantamento do estado da arte do meu tema eu consiga. Por outro lado fico analisando se h� uma possibilidade de se estabelecer uma mensura�o de um processo de constru�o de imagem.Abra�os

Alberto de Francisco Rodríguez disse...

Iara escribió:

“Em relação ao cronograma do método dedutivo-hipotético, fiquei com dúvidas quanto a alguns pontos”.

Não é o cronograma do método hipotético-dedutivo. Som as fases que a ciencia pode e debe percorrer.

“Primeiramente, o ato de classificar fatos e coisas (terceiro nível) é colocado em quatro momentos que vai desde a dicotomia à medição, numa classificação do mais simples ao mais complexo. Não compreendi bem por que essa última etapa se sugere a medição (mensuração?). É o mesmo que análise das categorias ou trata-se de trabalhar quantitativamente as categorias? “

Isto não é um caminho que se pode percorrer em todas as pesquisas. Você pode fazer uma boa pesquisa só com dicotomias.

A medição é necessária se você quer achar relações e descever leis muito precissas. Mas é melhor fazer bem as coisas simples que de modo ruim as mas compricadas.

“Já no sexto nível, é sugerida a conversão em leis das relações entre os fatos e as coisas (do quinto nível). Uma vez que à idéia de “lei” associa-se um significado de fixidez e rigidez, incompatíveis com o campo da comunicação, sempre mutável, não seria melhor falar em “tendências”, como sugere alguns autores? “

Uma lei nas ciências da comunicação são relaçoes lógicas estáveis no tempo. Para isso se devem achar conceitos estáveis. A mutablidad é uma aparência, pois detras dela há estabilidade.

É possível (só possível) que ainda não conheçamos os conceitos que tenham a estabilidade suficiente no tempo para ser formalizados em forma de leis e formar uma teoria potente da comunicação.

Alberto de Francisco Rodríguez disse...

Gioconda Bretas escribió...
“- quais são os limites da quantificação das observações nas ciências humanas?”
Não existem límites, o único limite é a realidade mesma.

"- como podemos mensurar inclinações, percepções, preferências e visões de mundo?"
Pode, pode... Pelo menos pode hierarquizar.

"- como podemos “tratar” nossos objetos de estudo que pensam, falam, agem e reagem?
Ainda é cedo, mas espero proporciona-lhes ferramentas suficientes para enfrontar esse problema.

"só é possível fazer ciência, no campo social, mensurando?
Não.
Todos os níveis, corretamente realizados, sãio ciência. Mas o objetivo é avançar nessses níveis.

lauroaires disse...

Professor De Francisco e colegas,

Minhas inquietações estavam mais na linha das apresentadas pela Gioconda. Mas acho que estamos avançando bastante na questão da mensuração.

Até onde entendi, não há a necessidade de transformar tudo em números, mas ajuda muito no trabalho de pesquisa estabalecer algumas relações quantitativas, até mesmo entre conceitos -- como deve ocorrer, por exemplo, no trabalho de hierarquização.

Assim como o aspecto qualitativo ajuda no processo de intuição, o quantitativo tem papel importante no processo de categorização. O caminhar metodológico (no caso, o fazer ciência) acaba nos levando aos dois aspectos, dependendo do estágio da pesquisa.

Me chamou atenção também, a idéia passada pelo professor de que, no caso específico das Ciências Sociais, há muitas pesquisas que pulam estágios, usam definições imprecisas de conceitos e não fazem relações adequadas entre fatos e coisas.

Lauro Aires

Letícia disse...

Professor e colegas, a última aula começou a acender algumas luzes e trazer perguntas sobre o caminho da pesquisa. Já deixei pra trás a confusão do nosso primeiro encontro. Visualizar e refletir sobre o mapa conceitual proposto pelo professor foi um exercício fundamental. Ajudou-me a começar a organizar o pensamento. Confesso-lhes que como ainda não tenho um objeto de pesquisa definido, mas sim, um campo de interesse, por isso, no momento de categorizar e responder rapidamente às aplicações que o professor propõe, fico devendo respostas concretas, mas o exercício de reflexão já está sendo um caminho e tanto. Transformar em números conteúdos audiovisuais é algo que ainda estou processando. Sigamos em frente. Abraços.
Letícia Renault

Caroline disse...

"Não se trata de definir, e sim de referir" talvez tenha sido a frase que mais me ajudou da última aula. É de suma importância saber que os conceitos não devem ser a primeira parte de uma pesquisa, não se trata de apostar todas as fichas numa opinião que acredito ser certa. É justamente para descobrir se a hipótese é certa que se aplica uma técnica de pesquisa, e ainda assim, não significa que a resposta tenha que ser "sim" ou "não"... a resposta é gradativa. Isso me ajudou a descobrir, com tranquilidade, que a pesquisa tem seu próprio ritmo, suas surpresas, problemas e soluções próprias, e que meu papel não é manipulá-la para encontrar a suposta "verdade" que eu acredito, senão buscar a verdade dela, que talvez seja até desconhecida pra mim. Outro ponto de discussão que para mim foi muito esclarecedora foi acerca da complementariedade entre os métodos de pesquisa quantitativo e qualitativo. E, por último, tudo que foi mencionado sobre estatísticas, o uso de variáveis cruzáveis entre si, o que foi dito sobre não transformar fatos em dados, etc. A forma esquemática, didática e ilustrativa, que o professor utilizou para explicar os "passos" da pesquisa científica foi também de grande utilidade.

cynthia rosa disse...

Prezados professor e colegas,

A última aula trouxe concretude a algumas idéias formuladas no nosso primeiro encontro, para o que muito contribuíram os mapas conceituais oferecidos. Algumas passagens foram, para mim, particularmente interessantes. Uma delas quando o professor afirmou que a potência da ciência é cumulativa. Aí, parece-me, reside uma das grandes dificuldades de quem faz um mestrado e até um doutorado: em geral, não somos cientistas, sequer temos clareza do que se trata tal tipo de conhecimento. Por outro lado, parece que muitos professores de tais programas também não dominam com precisão os fundamentos sine qua non de tal tipo de conhecimento. Por isso, falar em método científico é quase sempre falar de um conhecimento hermético, numa formulação intelectual e lógica bastante distanciada do que o profissional usa em seu dia a dia na profissão. Talvez esse problema tenha a ver com o cenário brasileiro; lembro-me quando, na primeira aula, o professor Alberto comentou a diferença que há entre o Brasil e outros países – mais especificamente a Espanha: enquanto aqui, academia e mercado andam separados, em outros lugares, essa união se torna um fator de fortalecimento do conhecimento. Por isso, é possível avançar de pesquisa em pesquisa e chegar até a formulações de leis científicas. É aquela tal potência cumulativa da ciência, já referida. As posições sustentadas pelo professor Alberto nos revelam um agradável rigor científico, ao mesmo tempo que aberto à potencialidade de pesquisador, de cientista de cada aluno. Porém, há controvérsias: talvez por essa distância entre mercado e academia, ou quem sabe por nosso reconhecido descompasso científico, o fato é que, no Brasil, fazer um mestrado ou um doutorado significa, em algum sentido, saber mais definir um conceito, do que referi-lo. O espaço para um saber minimamente autoral, no Brasil, é seara delicada nas vivências acadêmicas. É por isso, parece-me, que ainda vivemos na era do pesquisador só, enquanto em outros lugares cresce a pesquisa em equipe. Por aqui, os feudos institucionais ainda predominam no cenário, dificultando tanto o ingresso quanto a permanência de novatos pesquisadores, que, muitas vezes, não têm a educação superior como ofício e, por conseguinte, objetivam outros intentos com suas titulações em nível de pós-graduação e pesquisa. Aprender a linguagem dessa área, assim como as variadas técnicas, eis o desafio. Sobretudo as técnicas, que os livros insistem em manter quase veladas e que, como eu já disse, alguns professores de nossas universidades muitas vezes parecem ou desconhecer ou conhecer pouco, atendo-se às práticas com as quais se acostumaram em seus anos e anos de trabalho praticamente sozinhos, apoiados nos grupos de alunos que se renovam a cada nova seleção. A ênfase dada pelo professor Alberto sobre a natureza hipotética-dedutiva do conhecimento científico ampliou sensivelmente minha compreensão sobre esse saber e mais: lançou um forte feixe de luz sobre o tal do problema. Pela primeira vez em anos de estudos e reflexões, consegui vislumbrar com alguma nitidez o problema, chegando mesmo a conseguir formulá-lo interrogativamente, numa única frase. Acho que é efeito daquela potência cumulativa da ciência. Eu sinto que, afinal, estou no caminho do método.


Cynthia Rosa

Bárbara de Velasco disse...

Achei interessante a última aula. Agradeço ao Professor Alberto pelos esquemas distribuídos; é uma maneira clara e eficiente para compreendermos os caminhos metodológicos.

Rachel disse...

Car@s,

Infelizmente não pude ir à última aula porque estava fora da cidade, em um compromisso de trabalho. De qualquer forma, o resumo da aula e os comentários me são muito úteis.
ABraços.

Denise disse...

Professor Alberto e colegas,

O mapa conceitual do 'método real da pesquisa' é bastante interessante para quem resolveu se meter nessa cilada de procurar problemas de pesquisa...:-)

Tive uma dificuldade específica durante a aula, que permanece: o início do caminho pela coleta de dados(recolher dados) não impede a reflexão teórico-epistemológica que torna uma pesquisa fundamentada? Parece-me que iniciar pela coleta de dados é simplificar demais a pesquisa científica, não? O risco é que as pesquisas se tornem apenas prática de aplicação de métodos e técnicas. A conscientização sobre o problema, segundo os estudos que fiz até aqui, deve ser anterior à coleta de dados. Pode esclarecer, professor?

Obrigada,

Um abraço,
Denise

Alberto de Francisco Rodríguez disse...

No hay teoría sin datos. Aunque sea a lo largo de su graduación, todos ustedes han recogido datos que utilizan cuando se plantean un problema. Del mismo modo que utilizan una teoría.
Nadie construye teoría sin datos.

Verônica disse...

Creio ser este último comentário do professor um fecho para as observações de todos. Tenho percebido ao longo das aulas que o processo de pesquisa de fato é essencialmente empírico, no sentido de que é o objeto que dialoga concosco e nos mostra por onde seguir. O problema de pesquisa é o elemento crucial e tenho me debruçado bastante nele nos últimos tempo, pois, de forma equivocada, iniciei minha pesquisa sem ele, fato que me levou a dar voltas e voltas sem chegar ao lugar certo. Sobretudo por isso, achei o esquema apresentado nesta aula extremamente relevante.
Verônica Dantas