quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Mas, tem utilidade tanto dado?

Aula de hoje teve a intenção de convencer-vos da utilidade de usar técnicas a partir de dados numéricos para realizar qualquer tipo de pesquisa.

No primeiro caso, suponhamos que queremos fazer uma pesquisa sobre o efeito que sobre as vendas de um diário têm as portadas. Temos os dados de venda e pareceria trivial: escolhemos os dados mais altos.

Mas uma série de dados temporários pode ter uma tendência a longo prazo que não se explicaria pelo interesse das portadas: melhor distribuição do diário, aumento do nível cultural, desaparecimento da concorrência…O primeiro passo seria desagregar esse efeito, isto é filtrar o aumento ou descenso das vendas produzido por essa tendência. Em meu caso utilizei a forma mais simple: uma média móvel utilizando 12 meses. Cada dado é a média dos 12 meses mais próximos (tem métodos mais sofisticados).

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O seguinte passo sera restar à série original a tendência. Deste modo obteríamos uma série sem tendência de crescimento que oscilaria sobre o valor zero.

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Mas temos outro efeito, o da tendência sazonal. Cada mês pode ter uma tendência a mais ou menos vendas por causas climáticas ou sociais. Para calcular esta tendência sazonal utilizo também um método muito simple: faço a média de todos os meses janeiro, de todos os meses fevereiro… Obtemos uma gráfica sazonal.

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Nossa série é mensal. Se tivéssemos dados diários teria que considerar por separado o efeito dos dias da semana, dos dias do mês, e dos meses do ano. E se quiséssemos ser muito precisos contaríamos a Semana Santa por separado.Agora estamos à série de dados sem tendência os dados estacionais e obtemos uma série de dados cujos “altibajos” não podem ser observados nem pela tendência nem por a sazonal. São os dados que queremos explicar mediante as portadas.

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Em outras ocasiões ter uma sensibilidade para os dados pode permitir propor pesquisas de qualquer tipo.
Faz uns dias escutei uns dados de PNUD Brasil sobre o desenvolvimento humano no Brasil. Tinha diminuído a desigualdade social (índice de Gini) e o índice de pobreza absoluta, além de aumenta o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).
Procurando em Internet encontrei série de dados de IDH desde 1975. Preparei esta gráfica na que se mostra na vertical o IDH em 2004, e na horizontal o incremento de IDH desde 1975.

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Comprovei de uma olhada que Brasil se tinha desenvolvido muito, e que África (em vermelho) se tinha estancado, ou inclusive retrocedido. Vendo mais em detalhe comprovei do que, dentro de seu meio (latinoamerica, amarelo), Brasil tinha aumentado muito seu IDH. Em resumo: Brasil é um país que se desenvolveu muito.

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Então tente de comprovar o grande problema de Brasil, o problema que é tema recorrente das portadas de diários e dos jornais de TV: a corrupção. Existe uma ONG Transparency Internacional, que mediante pesquisas a empresários oferece um índice de transparência (o contrário de corrupção). Como é uma pesquisa com uma amostragem tem suas margens de erro, mas para esta exposição vou ignorá-los. Vertical, IDH; horizontal, transparencia.

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Descobrimos que Brasil não tem uma corrupção extraordinária. Há muitos outros países com IDH similar que têm menores índices de transparência (mais corrupção). Ao que parece é necessário que um país atinja altos índices de desenvolvimento humano para que a transparência se imponha.

Se a corrupção não é o grande problema de Brasil… Qual é?
A desigualdade. Para qualquer europeu que passa umas semanas em Brasil (fazendo algo mais do que turismo), este país é um exemplo de desigualdade social. Nesta gráfica temos no eixo vertical a renda per capita em dólares internacionais, que é a riqueza repartida entre todos os habitantes de um país e expressada na quantidade de dólares que fariam falta em EEUU para poder ter esse mesmo poder aquisitivo (porque não compramos o mesmo com um dólar em Brasil que em EEUU). È por isso que Noruega, Irlanda e EEUU tem os mesmos níveis. Eixo horizontal o indice Gini de desigualdade.

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Só há uns poucos países em pior situação que Brasil: países do apartheid, africanos muito pobres, e Guatemala… A notícia que dava início a esta investigação indicava que o índice de Gini agora era ligeiramente inferior, mas tão ligeiramente que faria falta um século para chegar aos níveis de igualdade de Noruega…

Pode-se comprovar nesta gráfica que não existem países de desigualdade extrema com uma alta renda per capita: o desenvolvimento econômico precisa igualdade social.


A representação gráfica é uma ferramenta muito importante para pesquisar. A partir destes dados se poderia propor porquê os meios de comunicação de Brasil ignoram este problema, e falam de continuo de corrupção, violência ou aeroportos… isto é, a partir de uns dados quantitativos podemos propor uma investigação qualitativa, e o que é mais importante, podemos argumentar nosso objeto de pesquisa.


Tendes um software para fazer gráficos que permite jogar com quatro variáveis, a população, o tempo, e alguns pares de variáveis. è de Fundação Gapminder:

Este trabalha com dados diferentes e uma interface similar. Há que o descarregar ao computador.

Aqui tendes uma representação gráfica da desigualdade por países. Está em escala logarítmica.

Arquivo Excel com dados de jornal espanhol.

19 comentários:

juliano disse...

A aula mostrou várias estatísticas sobre o problema da desigualdade no Brasil e lançou o desafio de verificarmos como a imprensa lida com o assunto. Achei essa “provocação” bastante interessante. É o tipo do caso em que vale a pena checar. Será que a desigualdade não é um tema contínuo nos jornais brasileiros? Notamos pela leitura diária que a corrupção é. E que normalmente as matérias sobre corrupção são personalísticas. Queremos saber mais quem roubou do que como está a nossa distribuição de renda. Achei este ponto interessante porque as questões sociais é que deveriam interessar a todos, e não as notícias personalísticas que envolvem um político ou uma classe de políticos – por mais que as decisões destes influenciem na população em geral. Talvez, a imprensa brasileira dê mais notícias de partidos e políticos do que temas sociais. É algo que vale uma boa checagem.
Outra “provocação” que achei interessante está no fato de os meios buscarem audiência nas classes mais favorecidas da sociedade. Neste ponto, as TVs teriam de atender aos anunciantes e, por isso, seus programas não corresponderiam à realidade do país. Este é um assunto que rende grandes discussões. Debatemos muito na aula, vários colegas falaram que acham que alguns programas são populares, outros não. Mas, é a pesquisa que pode nos dar um norte para sairmos do “achismo” em torno desta questão.

Claudio disse...

Concordo com o Juliano. A discussão sobre a escolha de temas da imprensa brasileira, que destoa dos dados apresentados na aula, foi muito válida. Mas precisa ser mais aprofundada, porque temos uma imensa classe média baixa que também é consumidora (não no mesmo volume das classes mais altas) e recebe atenção, sim, da mídia. Uma observação: em que lugar do mundo uma TV privada reflete a parcela pobre da população? Onde o pensamento da TV privada não é voltado para o consumidor, mais do que para o telespectador? A diferença, aqui, é só a quantidade de pobres.
Na análise das tabelas, achei particularmente importante a ênfase na importância das séries históricas. Acho que é um método de fácil visualização e que nos dá uma análise interessante. O conteúdo apresentado em sala de aula ressaltou, mais uma vez, que os números não podem ser analisados friamente, sem levar em conta particularidades, a sazonalidade, os efeitos "não-numéricos" que atingem a evolução temporal dos dados. E mais uma vez salientou que a divisão entre pesquisa qualitativa e quantitativa só é rígida na cabeça dos pesquisadores - a prática não recomendaria esta fronteira tão estática.
Também gostei da observação do Prof. Alberto sobre uma aparente contradição, colocada por alguns cientistas sociais, entre o Positivismo e uma chamada "realidade complicada". Neste início de vida científica, acho que, por mais complicada que seja uma realidade, ela sempre vai poder ser, pelo menos parcialmente, explicada com a ajuda de números, que precisarão ser interpretados considerando-se as especificidades de cada situação.

Alberto de Francisco Rodríguez disse...

"!Uma observa�o: em que lugar do mundo uma TV privada reflete a parcela pobre da popula�o?"

Chapeau!!

� por isso que � tam necessaria a TV publica...

amaro disse...

Observamos na última aula, como relacionar dados de um país com outro para se obter uma realidade. Mas até onde pode-se definir, através de uma pesquisa quantitativa, o que é o real. Muitas vezes, ouvimos que determinada pesquisa é tendenciosa. Que esta ou aquela apuração de dados foi encomendada de forma capciosa.
Em um dos textos da bibliografia sugerida para esta disciplina, fala-se do conjunto de conhecimentos e dos valores que influenciam nosso modo de ver as coisas, o chamado Quadro de Referência. O texto Problema e Problemática: A Construção do Saber..., de C Laville e J. Dionne lembra que o pesquisador conscientiza-se de problemas, mas, por meio de seu quadro de referência pessoal, acaba dirigindo mais atenção para um determinado estudo analítico do real. Nesse contexto, surge a indagação: seriam nossos valores, mais que nossos conhecimentos (factuais, conceituais ou teóricos) capazes de influenciar em uma pesquisa de ordem quantitativa?

Iara disse...

Entre as simulações realizadas em aula a partir do gapminder, achei muito interessante a que fala da corrupção. A afirmação do professor, a partir dos dados, de que a corrupção no Brasil não é um problema, pois está dentro do considerado normal, me fez pensar - certamente muitos políticos gostariam de usar essa afirmação em suas justificativas. Claro que há aspectos qualitativos que poderíamos analisar em uma pesquisa, como questões éticas, distribuição da renda, entre outras, o que mostra que os dados não devem ser tomados idependentemente. As aulas têm sido, para mim, muito esclarecedoras, uma vez que novas ferramentas são oferecidas. Esta do Gapminder certamente farei muito uso - os dados estão prontos, é só utilizá-los. A dica de se usar dados históricos, como os disponibilizados pelo IBGE, é muito útil e será uma grande ajuda a que devemos recorrer.

pollyana disse...

As ferramentas de pesquisa quantitativa apresentadas na última aula, tais como o gapminder e o world health chart serviram para mostrar como em um dilúvio de dados e informações pode-se verificar tendências (sazonalidade) entre dados absolutos e dados relativos.
Foram várias as abordagens presentes no último encontro, porém o que me chamou mais a atenção, e creio que a dos colegas também, foi o fato do professor ter mencionado que a corrupção não é um fato tão preocupante no Brasil. Talvez por termos um conceito diferente do seja ”corrupção” nos enveredamos tanto nos questionamentos. Assim como a Iara acredito que vários políticos adorariam utilizar tal dado para “justificar” seus atos.
Outro ponto interessante da aula foi como a mídia aborda a questão da desigualdade social. Vimos que a corrupção, tema tão recorrente em nossos jornais, toma conta das manchetes e diversos assuntos são deixados de lado, dentre eles a desigualdade, algo tão evidente no Brasil. Mas porque a imprensa brasileira não aborda com tanta ênfase tais questões?

Letícia disse...

Nesta aula, o professor Francisco conseguiu provocar um silêncio geral na turma quando nos surpreendeu com o o gráfico sobre a desigualdade, em que o Brasil ocupa posição vergonhosa. Ficamos calados nos observando na "rabeira" do mundo e creio, muito desolados com nossa situação. Esta imagem me calou fundo e diante dela, rendo-me à evidência: os números, que geram estatísticas, evidenciadas em gráficos podem ser sim, ferramentas importantes na pesquisa em Comunicação. Isto ficou bem claro a partir do link que o professor fez com as manchetes da imprensa brasileira, o que ajudou a ilustrar a percepção que ele tem nos trazido da interação entre as pesquisas quantitativa e qualitativa. De que elas trabalham juntas, uma auxiliando a outra e não funcionando separadas.De posse da estatística, o professor pode nos "provocar" com a distância entre os temas que a imprensa brasileira prioriza e a realidade mostrada por dados. Aqui concordo com o Juliano e o Cláudio. Nossa imprensa, de natureza privada,comercial, é movida por interesses econômicos e políticos. Caberia a nós pesquisadores ir atrás dos dados e das evidências que alertem para o descompasso de interesses entre a sociedade e os meios de comunicação? Creio que sim! O Claúdio pergunta em que parte do mundo uma tevê privada reflete a parcela pobre da população? Concordo com a pergunta. Discordo da resposta. Não creio que o problema esteja só no fato de termos mais pobres. Minha percepção é de que a sociedade brasileira é refém de um modelo de mídia da qual não participa, só tem o direito de consumir as imagens e os editoriais. Outras sociedades já conseguiram desenvolver mecanismos de transparência e participação junto aos meios de comunicação em que os proprietários dos veículos não são os únicos a decidir sobre o que deve ou não ser pautado para o debate público.

Silvana Isabel disse...

Uma das coisas que mais me chamou a atenção na última aula é o fato de, a partir de dados estatísticos, termos a possibilidade de descobrir fatos novos numa pesquisa, e até mesmo grandes surpresas. Eu achava que a estatística serviria apenas para confirmar ou não uma hipótese "qualitativa".
Quanto à questão de os grandes veículos de comunicação tratarem muito mais do tema "Corrupção" do que o tema "Desigualdade Social", acho que aí entram, naturalmente, interesses políticos e econômicos por parte de seus patrocinadores. Aliás, uma curiosidade que tenho, e até sugiro para que alguém pesquise, é a seguinte: qual a incidência de manchetes sobre corrupção e desigualdade social em determinados veículos durante os governos Lula e Fernando Henrique Cardoso? Tenho a impressão inicial (será que ela se confirmaria?) que a maioria dos grandes veículos está ressaltando mais o tema "Corrupção" durante o governo Lula, do que no de Fernando Henrique. Não sei se é isso mesmo, esse tema mereceria uma bela pesquisa, muito bem baseada em estatísticas, e sem distorções ideológicas para um lado ou para o outro, por favor. :)))))
Por falar nisso, quanto à pergunta do Amaro, ("Seriam nossos valores, mais que nossos conhecimentos factuais, conceituais ou teóricos, capazes de influenciar em uma pesquisa de ordem quantitativa?"), acho que isso pode acontecer. Mas acredito que seja fundamental o cuidado, da parte do pesquisador, para que seus próprios valores não distorçam o processo de pesquisa científica nem seus resultados.

ana lúcia disse...

Prezados,

A aula passada foi muito interessante e realmente ilustrou muito bem como as novas ferramentas podem nos ajudar nas pesquisas, como as da Gapminder Foundation. A análise das séries históricas, com os devidos descontos das especificidades de aspectos que as compõem, também ficará como um aprendizado importante. Gostei particularmente da frase do prof. Alberto: "um gráfico tem um grande potencial para explicar as coisas..." É exatamente isso. O fundamental é aprender este tipo e leitura e de compreensão dessas potenciais explicações.
Sobre o comentário do Juliano: do meu ponto de vista, acho mesmo que a imprensa dá mais notícias de política do que de assuntos sociais! Eu tento acompanhar os assuntos sociais na imprensa brasileira e as abordagens são pobres de maneira geral. Em especial na cobertura de assuntos sociais positivos ou referentes às boas práticas, o que seria sensato em um país onde ainda há tanto por fazer. Mas concordo com você: valeria a pena fazer uma checagem científica deste assunto.

Alberto de Francisco Rodríguez disse...

"Mas até onde pode-se definir, através de uma pesquisa quantitativa, o que é o real?"

É mais fácil discutir sobre o grau de realidade duma pesquisa quantitativa do que sobre o grau de realidade duma pesquisa qualitativa. A segunda pode aproximar-se perigosamente ao opinativo. A quantitativa terá que mentir para afastar-se da realidade. E uma mentira é mais fácil de descobrir que uma bela argumentação falsa...

Verônica Dantas disse...

Desde as primeiras aulas que a forma de pensar meu objeto e tantas outras questões de estudo tem mudado. Em relação ao meu próprio objeto, sobretudo durante às aulas, começo a problematizá-lo no sentido de identificar as possibilidades de uso de estatísticas e de perceber as variáveis presentes, quesitos que modificam sobremaneira a forma como vou abordá-lo, mas sobretudo dando mais coerência e validade à pesquisa. Assim, estou olhando com olhos mais apurados o lugar dos programas regionais e locais na televisão aberta brasileira, num primeiro momento levantando audiência, espaço na grade por região, por tipos de televisão, por gênero de programa. Nesse sentido, estou avançando bem na problematização percebendo aspectos que antes não achava importante. Esta mudança na forma de analisar os objetos de pesquisa que nos cercam e uma incipiente sensibilidade na análise de dados estatísticos ficaram evidentes na última aula.
Verônica

lauroaires disse...

Curioso foi que o tema desigualdade veio forte nos meios de comunicação depois das discussões em sala de aula. Achei muito interessante o cruzamento de diferentes dados, como, por exemplo, o de corrupção com o IDH.

A pergunta que faço é: Mesmo que achemos uma relação entre os dados, o que nos permite afirmar que o IDH se relaciona com a corrupção? Seria neste ponto a entrada para a instância teórico-qualitativa?

Fiquei aliviado depois que o professor Alberto de Francisco disse que números não bastam. Mesmo gostando deles, podem levar a caminhos errados por falhas de interpretação.

Lauro Aires

Katrine disse...

Olá, pessoal! Tentando responder à pergunta "tem utilidade tanto dado", pensei o seguinte: sim, acredito que tem. Estou convencida de que sim. Mas como utilizá-los? Não me refiro ao conhecimento das técnicas estatísticas/quantitativas. Nisso a aula tem ajudado muito. Aliás, é bem legal esse programa do Gapminder. Fiquei misturando as coisas lá e teve uns que ficaram interessantes. Mas, voltando ao assunto, como posso trabalhar com técnicas quantitativas em minha pesquisa, se de todos os lados sou desincentivada a fazê-lo? De que maneira posso articular dados, levantamentos, números, estatísticas com a pesquisa que já estou fazendo? Será que é só porque minha pesquisa não comporta técnicas quantitativas ou será que é porque eu não consigo ver como usá-las? Bom, essa tem sido a minha reflexão e, acredito, da maioria de nós...
Até amanhã!

Bárbara de Velasco disse...

Nossa última aula foi bastante interessante.
Como comentei na última aula, é importantíssimo para determinadas pesquisas a utilização das ferramentas de estatística.
Nesta quarta observamos exemplos de alguns gráficos que são impressionantes. Acredito ter sido uma de nossas melhores aulas: teoria e prática muito bem combinadas!

Denise disse...

Confesso que não achei interessantes os dados apresentados na última aula. Entretanto, pelas ferramentas usadas (gapminder, gráficos dinâmicos), pude ver que também a pesquisa quantitativa pode tornar um fenômeno mais ou menos 'dramático' ou espetacular...A verdade também escorrega...Com certeza, os dados sempre podem ser muito úteis, mas gostaria que o professor tivesse, mais concretamente, simulado o uso em pesquisa. Eu me senti assistindo a uma palestra sobre as condições brasileiras, que todos conhecemos, interpretadas pelo olhar de um europeu (desculpe-me, Alberto, mas é mesmo um sentimento!). Ainda não entendi bem a maneira adequada de aplicar conhecimento estatístico nas nossas pesquisas. Por isso, saí um pouco frustrada e cansada da aula, mas estou indo para a de hoje com mais ânimo. Parece que vamos ver um exemplo de pesquisa que usou dados quantitativos e fez uma segunda parte, qualitativa. Achei legal ver as manchetes dos dias seguintes, sobre a desigualdade e fiquei pensando: se um tema tão significativo como a desigualdade, é mal trabalhado pelos meios de comunicação, isso confunde os governantes quanto às prioridades? Claro que não! Eles sabem que o nosso maior problema é a desigualdade social. E, pensando bem, é até bom que ela não fique tão presente na mídia porque iria alterar, sim, o espírito de otimismo do brasileiro que consegue achar um jeito de viver, com bom humor, mesmo nessa situação de 'rabeira'. :-)Até já!

Alberto de Francisco Rodríguez disse...

Um limke interesante

Anônimo disse...

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Anônimo disse...

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